Mélange de farines sans gluten sans gomme, sans tapioca - En-tete

Mistura de farinhas sem glúten, sem goma nem tapioca

Procuras uma mistura de farinha sem glúten que não dependa nem de tapioca nem de goma xantana? Aqui, a base é simples e eficaz: sorgo, farinha de arroz branco, farinha de grão-de-bico, fécula de batata e psyllium.

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Desde a primeira utilização, obténs massas e preparados mais maleáveis do que com uma mistura improvisada de farinhas avulsas. É o tipo de base que se prepara uma vez e se mantém sempre à mão para bolos, bolachas, pão de forma e até molho bechamel sem glúten. Esta receita junta-se à série de receitas de base sem glúten.

Massa quebrada sem glúten
Esta mistura é a base ideal para uma boa massa quebrada sem glúten.

O que é esta mistura de farinhas sem glúten, sem goma nem tapioca?

É uma combinação de várias farinhas, um amido e um agente ligante, pensada para reproduzir, em parte, o comportamento da farinha de trigo. Na pastelaria clássica, o glúten liga a massa, retém o ar e dá estrutura. Sem glúten, é preciso recriar esse equilíbrio de outra forma, com vários elementos a trabalhar em conjunto.

É precisamente esse o princípio deste tipo de mistura: na cozinha sem glúten, não existe uma farinha universal capaz de fazer tudo sozinha. Cada farinha altera o sabor, a textura e até o perfil nutricional. Aqui, cada componente tem uma função específica e o conjunto foi pensado para uma utilização versátil, de bolos e bolachas a pão de forma e molhos como um bechamel sem glúten.

A particularidade desta versão é a ausência de tapioca e de gomas como a xantana ou a guar. O agente ligante escolhido é o psyllium, usado em substituição dessas gomas para ajudar a dar coesão à mistura.

Os ingredientes principais

A farinha de sorgo serve de base estruturante. É das farinhas sem glúten que mais se aproxima da textura da farinha de trigo, com um sabor suave e ligeiramente adocicado. A sua textura leve ajuda a obter um miolo mais macio, e o seu teor de proteína acrescenta alguma estrutura, onde normalmente o glúten faria o trabalho.

A farinha fina de arroz branco equilibra o conjunto. O seu sabor neutro suaviza as notas mais marcadas do sorgo ou do grão-de-bico, e contribui para um miolo macio, sem tornar as preparações pesadas. É uma farinha de base, discreta mas indispensável.

A farinha de grão-de-bico fornece sobretudo proteína. Na pastelaria sem glúten, essa proteína ajuda as massas a crescer e a manter a forma. Também melhora a estrutura geral da mistura, com preparações que se esfarelam menos, e acrescenta uma nota subtil de avelã que dá profundidade sem se impor.

A fécula de batata substitui aqui a tapioca. É uma troca comum nas misturas sem glúten: comporta-se de forma bastante semelhante em termos de textura e retenção de humidade, e muitas pessoas digerem-na mais facilmente.

Também dá leveza, um toque ligeiramente elástico e ajuda a manter as preparações mais maleáveis. Funciona particularmente bem em bolos, bolachas e pães rápidos, quando se procura um miolo tenro.

O psyllium em pó desempenha o papel de agente ligante. Substitui a goma xantana e, de forma mais ampla, as gomas usadas para imitar a elasticidade do glúten.

Em contacto com a humidade, incha e forma uma textura gelatinosa que ajuda a reter o ar e a dar mais elasticidade às massas e aos preparados. É também uma alternativa mais natural, mais fácil de digerir e, por vezes, mais interessante para a textura final.

No que toca a substituições, há aqui duas essenciais: a fécula de batata entra no lugar da tapioca, e o psyllium no lugar da xantana ou da guar. Farinhas como a de arroz ou a de sorgo também podem ser preferidas à tapioca pelo seu contributo em fibras, proteínas e minerais.

Quiche de cogumelos sem glúten
Também dá estrutura à massa da quiche de cogumelos sem glúten.

Pontos técnicos e armadilhas a evitar

Primeiro: pesa tudo. A receita foi pensada em sistema métrico e por peso, para garantir precisão. Numa mistura seca como esta, bastam pequenos desvios para alterar o resultado final, sobretudo com o psyllium.

Pesa cada ingrediente com cuidado antes de os juntares numa tigela. Depois, mistura muito bem com uma vara de arames. O objetivo é distribuir de forma homogénea o psyllium, a fécula e as farinhas; caso contrário, a mistura não se comportará da mesma forma de uma receita para outra.

Se tiveres uma batedeira, também podes usar a pá e misturar durante 5 minutos. É útil para dispersar bem os pós, sobretudo se estiveres a preparar uma quantidade maior ou se a farinha de psyllium tiver tendência a formar pequenos grumos.

O que o psyllium muda realmente

O psyllium substitui as gomas, mas não se comporta exatamente da mesma maneira. Por isso, convém contar com alguns ajustes nas receitas em que uses esta mistura. Uma mistura sem xantana nem guar exige afinações, receita a receita.

Também convém ter em conta que a goma xantana liga melhor do que o psyllium. No início, o psyllium pode ser um pouco delicado e exigir alguns testes até encontrares a proporção certa para cada utilização. Em contrapartida, há quem prefira o miolo e a textura que proporciona.

A xantana também pode causar desconforto digestivo em algumas pessoas, enquanto o psyllium tende a ser mais suave para o estômago e até útil para a digestão. Além disso, fornece fibras solúveis, o que altera ligeiramente o perfil da mistura.

A ausência de tapioca: o que ganhas e o que perdes

Uma mistura sem tapioca pode ser mais adequada para quem tolera mal certos amidos ou procura evitar a mandioca, da qual a tapioca é feita. Em algumas pessoas, a tapioca pode provocar desconforto digestivo, enquanto a fécula de batata funciona aqui como uma alternativa mais suave e mais acessível.

Na prática, a fécula de batata cobre uma parte importante do terreno: retém a humidade, torna as massas mais leves e ajuda a manter uma textura maleável. Ainda assim, a tapioca continua a ser um dos melhores ingredientes sem glúten para dar aquele toque ligeiramente elástico que se encontra tantas vezes no pão sem glúten.

Por isso, convém olhar para esta mistura pelo que ela é: uma base sem tapioca, e não uma cópia exata dos seus efeitos.

Conservação

Guarda a mistura que sobrar num recipiente identificado. É um gesto simples, mas útil se costumas preparar várias bases sem glúten com antecedência ou se quiseres encontrar rapidamente a mistura certa quando fores cozinhar.

Puré caseiro de abóbora potimarron
Outra base caseira útil para ter já pronta é o puré caseiro de abóbora potimarron.

Esta receita também faz parte das minhas receitas veganas.

Receita desenvolvida pelo chef Rommel Reyes. Descobre o seu trabalho no Instagram, a sua newsletter no Substack e o seu canal no YouTube.

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Mistura de farinhas sem glúten, sem goma e sem tapioca

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Tempo de preparação: 10 minutos
Tempo total: 10 minutos
Doses: 1 preparação (360 g)
Autor: Marc Winer

Ingredientes

  • 60 g de farinha de sorgo
  • 60 g de farinha extrafina de arroz branco
  • 180 g de fécula de batata
  • 50 g de farinha de grão-de-bico
  • 10 g de psyllium em pó

Preparação

Preparação

  • Pese cuidadosamente os ingredientes e junte-os numa tigela.
    Mélange de farines sans gluten sans gomme, sans tapioca - Pèse soigneusement les ingrédients et réunis-les dans un bol.
  • Misture muito bem com um batedor de varas.
    Mélange de farines sans gluten sans gomme, sans tapioca - Mélange très bien à l’aide d’un fouet.
  • Se tiver uma batedeira com taça, misture durante 5 minutos com a pá.
  • Guarde a restante mistura de farinhas num recipiente devidamente identificado.
    Mélange de farines sans gluten sans gomme, sans tapioca - Conserve le reste ou l’excédent de mélange de farines dans un récipient étiqueté.
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