Queres uma sobremesa de pistácio que se corte bem sem se tornar pesada? Esta tarte-flan vai direta ao essencial: uma base de migalhas bem compactada, coberta com um creme de pistácio cozido até ficar apenas firme.
Ao cortar, o interior mantém-se macio, quase a tremer, com um sabor nítido a pistácio que surge depois da baunilha. Prepara-se sem glúten nem lactose, sem alterar o espírito da sobremesa. Esta receita junta-se aos meus outros bolos e sobremesas sem glúten.

A tarte-flan de pistácio sem glúten e sem lactose: o que é?
É uma tarte de creme cozido no forno, aqui feita com uma base de migalhas em vez de massa quebrada ou massa doce. É precisamente isso que a torna mais simples de montar: a base pede apenas migalhas finas e manteiga derretida, seguidas de algum tempo no frio para firmar.
O recheio segue a lógica de um creme pasteleiro de baunilha. Aqui, o creme de pistácio faz-se da mesma forma e, no fim, junta-se simplesmente a pasta de pistácio fora do lume. O leite de aveia e a manteiga vegetal mantêm a sobremesa sem lactose.
A textura final não é a de um flan bem firme. A superfície ganha cor e prende, por vezes até alourando bastante em certos pontos, mas o centro ainda deve abanar à saída do forno. Depois do repouso no frio, o corte fica limpo sem perder esse interior macio.
Os ingredientes principais
Para a base, podes usar bolachas tipo graham sem glúten e sem lactose, mas também sobras de bolo, desde que respeitem as mesmas restrições. O chef Rommel Reyes usa precisamente restos de pão de ló de chocolate sem glúten, o que evita ter de comprar bolachas à parte.
Se optares por sobras de pão de ló, começa por cortá-las em pedaços pequenos e depois leva-as ao forno para secarem a 150°C durante cerca de 30 minutos. Quando estiverem bem secas, podes triturá-las no robot de cozinha para ser mais rápido, tal como farias com bolachas. Em ambos os casos, é preciso obter uma migalha fina antes de a misturar com a manteiga derretida.
Estas migalhas finas misturam-se com a manteiga vegetal derretida e depois são bem compactadas no fundo e nas laterais de uma forma de aro amovível ou de um aro de entremets. A passagem pelo frigorífico durante pelo menos 15 minutos não é mero detalhe: serve para firmar a base antes de a rechear.
Para o creme, o leite de aveia serve de base líquida. As gemas, o açúcar, a baunilha e o amido de milho compõem o creme; a pasta de pistácio dá-lhe depois o sabor final. Se tiveres tempo, a pasta de pistácio pode ser feita em casa; caso contrário, uma boa pasta de pistácio de compra, sem glúten e sem lactose, também resulta muito bem.
Também é possível fazer uma versão totalmente vegan. Para a base, podes usar o pão de ló cozido e seco mencionado acima, ou bolachas tipo graham vegan e sem glúten. Para o creme de pistácio, usa um creme pasteleiro vegan e uma pasta de pistácio 100 % pistácio, vegan e sem glúten.

Pontos técnicos e armadilhas a evitar
Toda a receita assenta em dois pontos: uma base bem fria e um creme bem liso. Nada é complicado, mas cada etapa tem a sua função e, se as despachares, a textura nota-se logo ao corte.
Preparar uma base firme
As migalhas devem ser finas, não grosseiras. Podes esmagá-las à mão, mas um robot de cozinha permite ir mais depressa, quer uses bolachas quer pão de ló seco. Depois, mistura essas migalhas finas com a manteiga derretida e compacta bem a massa no fundo e nas laterais da forma.
A forma pode ser de aro amovível ou um aro de entremets. O importante é pressionar bem para que a base se mantenha firme. Depois disso, deixa-a no frigorífico pelo menos 15 minutos: vai firmar e endurecer, e deve manter-se fria na altura de verter o creme.
Cozer o creme sem o forçar
Começa por aquecer o leite de aveia num tacho. À parte, mistura as gemas, o açúcar, a baunilha e o amido de milho, depois verte primeiro ⅓ do leite quente sobre esta mistura. Mexe bem até o açúcar e o amido se dissolverem completamente; esta etapa é mesmo importante.
Deita depois a mistura no restante leite quente e cozinha em lume brando a médio. É preciso mexer sem parar até o creme engrossar. Assim que tirares o tacho do lume, junta a pasta de pistácio e a manteiga vegetal fria.
Para uma textura mais lisa, passa o creme com a varinha mágica. Verte-o depois para um recipiente bem seco, cobre em contacto com película aderente e deixa arrefecer no frigorífico pelo menos 1 hora, idealmente durante toda a noite.
Cozedura e firmeza final
Antes de levar ao forno, pré-aquece o forno a 180°C. Bate o creme de pistácio frio com uma vara de arames para o soltar, depois verte-o sobre a base bem fria. Dá umas pancadinhas na forma para expulsar as bolhas e alisa a superfície com uma colher grande ou uma espátula angular.
A cozedura dura 40 a 50 minutos. A superfície deve alourar ligeiramente, quase tostando em certos pontos, mas o interior ainda deve tremer. É este contraste que dá a textura certa depois do repouso.
Deixa primeiro a tarte arrefecer fora do tabuleiro e, depois, leva-a ao frigorífico durante pelo menos 4 horas, idealmente durante toda a noite. Mesmo antes de servir, pincela a superfície com uma cobertura neutra, quente e translúcida.
Conservação
O mais importante são os tempos de frio, antes e depois da cozedura. A base deve repousar pelo menos 15 minutos no frigorífico antes de ser recheada, o creme pelo menos 1 hora, idealmente durante toda a noite, e depois a tarte cozida ainda pelo menos 4 horas, idealmente também durante toda a noite. Por outras palavras, é uma sobremesa que fica ainda melhor quando é preparada com antecedência.

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Receita desenvolvida pelo chef Rommel Reyes. Descobre o seu trabalho no Instagram, a sua newsletter Substack e o seu canal no YouTube.

Ingredientes
- 250 g de bolachas tipo Graham caseiras, sem glúten e sem lactose
- 80 g de manteiga sem sal, sem lactose e sem glúten derretida
- 750 g de leite de aveia tipo barista, sem glúten
- 75 g de pasta de pistácio
- 130 g de açúcar
- 60 g de amido de milho
- 165 g de gemas cerca de 8 gemas grandes
- 1 vagem de baunilha
Preparação
Base de migalhas
- Tritura as bolachas em migalhas finas.
- Usa um processador de alimentos para acelerar o processo.
- Mistura as migalhas com a manteiga derretida numa tigela.

- Pressiona firmemente a mistura no fundo e nas laterais de uma forma de aro amovível ou de um aro para bolos.

- Reserva no frigorífico durante, pelo menos, 15 minutos, para a base firmar.
Creme pasteleiro de pistácio
- Aquece o leite de aveia num tacho.
- Mistura as gemas, o açúcar, a baunilha e o amido de milho numa taça.
- Junta um terço do leite de aveia quente à mistura de ovos, até o amido de milho e o açúcar ficarem completamente dissolvidos.
- Deita a mistura de ovos no restante leite quente e cozinha, em lume médio-baixo, mexendo sempre, até engrossar.
- Retira do lume.
- Junta, de seguida, a pasta de pistácio e a manteiga vegan fria.

- Tritura bem com a varinha mágica, para obteres uma textura mais lisa.
- Transfere para um recipiente seco.
- Cobre com película aderente.
- Deixa arrefecer no frigorífico durante, pelo menos, 1 hora, idealmente de um dia para o outro.
Cozedura da tarte de creme de pistácio
- Pré-aquece o forno a 180 °C.
- Bate o creme pasteleiro de pistácio frio para o soltar.
- Deita-o sobre a base fria.

- Dá algumas pancadinhas com a forma sobre a bancada para libertar as bolhas de ar.
- Alisa a superfície com uma colher grande ou uma espátula angular.
- Coze a tarte durante 40 a 50 minutos, até a superfície ficar ligeiramente tostada.

- Verifica se o recheio ainda treme ligeiramente.
- Deixa arrefecer fora do tabuleiro antes de a levares ao frigorífico durante, pelo menos, 4 horas, idealmente de um dia para o outro.
- Pincela a superfície com cobertura neutra de fruta, morna, antes de servir.