{"id":93703,"title":"O que \u00e9 o taro?","modified":"2025-10-18T09:42:01+02:00","plain":"O que \u00e9 o taro?\n\nO taro \u00e9 um tub\u00e9rculo proveniente de uma planta perene, a Colocasia esculenta. Na realidade, aquilo que consumimos n\u00e3o \u00e9 uma raiz, mas um cormo \u2013 um caule subterr\u00e2neo engrossado, revestido por pequenas escamas.\n\nEste cormo, cil\u00edndrico ou arredondado, tem uma casca castanha e peluda e gera grandes folhas verde-escuras, em forma de cora\u00e7\u00e3o ou, por vezes, de seta. Tanto o cormo como as folhas s\u00e3o comest\u00edveis depois de bem cozinhados, pois crus s\u00e3o t\u00f3xicos.\n\nExistem duas variedades principais de taro: Eddo (ou Eddoe) e Dachine (ou Dasheen).\n\nO Eddo engloba cormos pequenos (150\u2013300 g), de polpa branca e seca, com um sabor terroso ligeiramente \u00e1cido.\n\n\n\nO Dachine refere-se a cormos grandes (1\u20132 kg), de polpa branca macia entremeada de veios arroxeados, com um sabor adocicado que lembra avel\u00e3.\n\nNa Am\u00e9rica do Sul existe tamb\u00e9m o taro Malanga, semelhante \u00e0 primeira variedade, mas com um cormo mais alongado, sabor a avel\u00e3 e polpa mais firme, que pode ser branca, amarela, rosa ou roxa.\n\nOrigem do taro\n\nO taro ter\u00e1 tido origem no Sudeste Asi\u00e1tico e \u00e9 provavelmente uma das culturas alimentares mais antigas do mundo: vest\u00edgios encontrados em utens\u00edlios de pedra nas Ilhas Salom\u00e3o datam de 28 000\u201320 000 anos. Atualmente cultiva-se nas regi\u00f5es tropicais da \u00c1sia, \u00c1frica, Oce\u00e2nia e Cara\u00edbas.\n\n\n\nNo Havai, este vegetal \u00e9 considerado um antepassado sagrado, pois h\u00e1 mais de 500 anos salvou a vida dos polin\u00e9sios que ali chegaram quando quase n\u00e3o existiam plantas comest\u00edveis.\n\nComo \u00e9 cultivado o taro?\n\nO taro pode ser plantado a partir de sementes ou, mais frequentemente, de rebentos que brotam dos cormos. Retiram-se as brota\u00e7\u00f5es jovens do cormo-m\u00e3e e voltam-se a plantar; cada uma dar\u00e1 origem a uma nova planta, que por sua vez produzir\u00e1 novos rebentos.\n\nO taro desenvolve-se especialmente bem em zonas alagadas, mas tamb\u00e9m pode ser cultivado em terrenos mais secos, desde que haja irriga\u00e7\u00e3o.\n\nContudo, o taro de sequeiro dificilmente iguala a qualidade do que cresce em ambientes h\u00famidos: em zonas secas desenvolve-se mais lentamente e ganha uma textura mais seca, enquanto em solos encharcados fica macio e ligeiramente pegajoso.\n\nComo preparar e cozinhar taro em seguran\u00e7a?\n\nLembre-se de que o taro cru \u00e9 t\u00f3xico: cont\u00e9m oxalato de c\u00e1lcio, subst\u00e2ncia que irrita a pele ao contacto e provoca queimaduras, dor e incha\u00e7o na boca e na garganta se ingerido. Manuseie-o, por isso, com cuidado antes de o cozinhar.\n\n\n\nCalce luvas antes de descascar o taro. Depois, mergulhe-o em \u00e1gua fria e lave-o bem para remover todas as impurezas. A seguir, cozinhe-o como preferir.\n\nPode confecionar o taro de v\u00e1rias maneiras: cozido, ao vapor, estufado, frito, grelhado, entre outras.\n\nTenha em conta que este tub\u00e9rculo demora a ficar macio. Se o cozer ou cozinhar a vapor, conte com 20\u201330 minutos. Para consumir as folhas, ferva-as durante 45 minutos, trocando a \u00e1gua a meio da cozedura.\n\nO taro na cozinha asi\u00e1tica\n\nNa \u00c1sia, o taro serve de base a in\u00fameros pratos saborosos.\n\nOs pratos mais populares s\u00e3o as sopas de taro: o cormo \u00e9 cortado em fatias ou cubos e cozinhado com carnes e legumes variados, numa receita que muda de pa\u00eds para pa\u00eds. Na cozinha vietnamita encontramos, por exemplo, a sopa de taro com camar\u00e3o e a sopa de taro com espinafre-de-\u00e1gua e pato.\n\nNa cozinha japonesa, o taro \u00e9 cozido com cogumelos e pasta de miso. J\u00e1 na cozinha coreana, a sopa de taro, toran guk, inclui carne de vaca e peixe seco.\n\nTamb\u00e9m pode ser estufado. Na \u00cdndia, estufa-se com caril; no Jap\u00e3o, h\u00e1 o c\u00e9lebre satoimo no nimono, taro estufado em caldo dashi com saqu\u00e9, molho de soja, mirin e um toque de a\u00e7\u00facar.\n\nNa cozinha cantonesa e chinesa, depois de cozido a vapor, o taro \u00e9 esmagado em pur\u00e9, tal como a batata, e servido como acompanhamento ou utilizado noutros pratos, salgados e doces. Por exemplo, mistura-se o pur\u00e9 com carne de porco picada temperada para preparar as crocantes quenelles de taro (wuhgok), fritas em \u00f3leo; ou combina-se com farinha de arroz glutinoso para fazer o bolo de taro frito, servido com porco, cogumelos e salsichas.\n\nMais recentemente, a pasta de taro doce \u00e9 usada como recheio de bolos da lua, p\u00e3ezinhos a vapor ou Banh cam. Tamb\u00e9m pode moldar-se em pequenas p\u00e9rolas e ferver-se numa calda de a\u00e7\u00facar, criando uma sobremesa refrescante para o ver\u00e3o. E, se \u00e9 f\u00e3 de Bubble tea, n\u00e3o deixe de provar o Bubble tea de taro!\n\n\n\nOnde comprar taro?\n\nNas mercearias encontra-o inteiro ou j\u00e1 cortado. Antes de comprar, observe a cor da polpa: veios acastanhados indicam deteriora\u00e7\u00e3o.\n\nA escolha da variedade depende da finalidade. Para sobremesas, prefira o Dachine pelo seu sabor adocicado; para chips ou prepara\u00e7\u00f5es que pe\u00e7am uma textura mais seca, opte por Eddo ou Malanga. Em sopas ou guisados resulta bem qualquer variedade, consoante a textura e o paladar desejados.\n\nComo conservar o taro?\n\nGuarde os cormos inteiros num local fresco e seco; evite o frigor\u00edfico, pois a humidade f\u00e1-los amolecer e estragar. Os cormos descascados ou cortados devem ser acondicionados em recipientes herm\u00e9ticos no frigor\u00edfico.\n\nConsuma-os, de prefer\u00eancia, no prazo de 3 a 4 dias ap\u00f3s a prepara\u00e7\u00e3o.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93703"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93703\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94031,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93703\/revisions\/94031"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}