{"id":93691,"title":"Tudo sobre as sementes de s\u00e9samo","modified":"2025-10-18T09:41:14+02:00","plain":"Utilizadas h\u00e1 mais de 4 000 anos, \u00e9 evidente que as sementes de s\u00e9samo conquistaram um lugar de destaque no nosso quotidiano, com toda a riqueza culin\u00e1ria e cultural que isso envolve, dos Estados Unidos \u00e0 \u00c1sia!\n\nO que s\u00e3o, afinal, as sementes de s\u00e9samo?\n\nAs sementes de s\u00e9samo nascem na planta do mesmo nome, uma herb\u00e1cea perene (Sesamum indicum). As suas flores, em forma de campainha \u2014 amarelas, rosa, violetas ou brancas \u2014 lembram as dedaleiras. Depois da flora\u00e7\u00e3o surgem vagens que abrigam as famosas sementes achatadas, comest\u00edveis e de cores variadas, consoante a cultivar.\n\nPlanta de s\u00e9samo\n\nAs folhas de s\u00e9samo tamb\u00e9m se comem, e s\u00e3o presen\u00e7a habitual como acompanhamento na cozinha coreana. Ainda assim, \u00e9 a semente que reina \u00e0 mesa. A casca exterior, de sabor amargo, costuma ser retirada, resultando nas sementes tal como as conhecemos. A planta \u00e9 f\u00e1cil de cultivar e pouco exigente, o que explica a sua popularidade.\n\nAs sementes servem igualmente para fazer \u00f3leo de s\u00e9samo: basta prens\u00e1-las. Torradas, transformam-se em pasta de s\u00e9samo, ingrediente de sobremesas como os bolinhos de s\u00e9samo preto com cobertura de matcha. Esta pasta \u00e9, ali\u00e1s, uma excelente alternativa \u00e0 manteiga de amendoim.\n\nDe onde v\u00eam as sementes de s\u00e9samo?\n\nA planta que d\u00e1 origem ao s\u00e9samo \u00e9 nativa das zonas tropicais e subtropicais de \u00c1frica e \u00c1sia. Cultiva-se h\u00e1 mais de 4 000 anos e espalhou-se pela China, Egipto, \u00cdndia, Jap\u00e3o, entre outros. H\u00e1 registos de extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de s\u00e9samo no leste da Turquia por volta de 900\u2013700 a.C. e, na China, o seu uso \u00e9 documentado h\u00e1 pelo menos 2 000 anos.\n\nV\u00e1rios documentos hist\u00f3ricos comprovam que o s\u00e9samo era usado em rituais de purifica\u00e7\u00e3o e, em muitas culturas, simbolizava a imortalidade em cerim\u00f3nias f\u00fanebres. Em tempos de guerra, as sementes acompanhavam os soldados como fonte concentrada de energia.\n\nQue tipos de sementes de s\u00e9samo existem?\n\nH\u00e1 s\u00e9samo vermelho, castanho, preto, branco e at\u00e9 dourado\u2026 cada cor com as suas particularidades. O s\u00e9samo branco \u00e9 o mais delicado e aparece frequentemente em pastelaria e panifica\u00e7\u00e3o, embora funcione em qualquer receita que pe\u00e7a s\u00e9samo.\n\nAs restantes variedades s\u00e3o apreciadas pelo aroma \u2014 mais marcado no s\u00e9samo preto \u2014 ou pelo teor de \u00f3leo, como acontece com o castanho. Muitas vezes, por\u00e9m, a escolha prende-se sobretudo com o efeito visual que conferem ao prato.\n\nNo meu \u00f3leo picante r\u00e1pido uso sementes de s\u00e9samo pretas pelo seu aroma intenso.\n\nQue sabor t\u00eam as sementes de s\u00e9samo?\n\nO sabor do s\u00e9samo lembra avel\u00e3 ou am\u00eandoa e intensifica-se ao torrar. Depende, contudo, da variedade: as sementes brancas s\u00e3o mais suaves e delicadas, enquanto as pretas apresentam notas mais ricas, intensas e ligeiramente amargas.\n\nQuais s\u00e3o os benef\u00edcios das sementes de s\u00e9samo?\n\nRicas em vitaminas, prote\u00ednas, minerais e antioxidantes, d\u00e3o mais um bom motivo para salpicar o prato com uma pitada destas sementes.\n\nAcredite ou n\u00e3o, o s\u00e9samo entra at\u00e9 na formula\u00e7\u00e3o de alguns medicamentos, tal \u00e9 o seu valor terap\u00eautico. O consumo regular pode ajudar a baixar o colesterol, combater infe\u00e7\u00f5es e controlar a diabetes. Aten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m: as sementes de s\u00e9samo s\u00e3o tamb\u00e9m um alerg\u00e9nio para um n\u00famero significativo de pessoas.\n\nComo usar sementes de s\u00e9samo na cozinha?\n\nPara intensificar o sabor, torre as sementes antes de us\u00e1-las. Pode faz\u00ea-lo a seco, no fog\u00e3o ou no forno. No fog\u00e3o, espalhe-as numa frigideira sem gordura e deixe-as alourar em lume m\u00e9dio-brando, mexendo de vez em quando; em cerca de 5 minutos est\u00e3o prontas.\n\nEm alternativa, espalhe-as num tabuleiro e leve ao forno a 180 \u00baC durante 8\u201315 minutos, mexendo ocasionalmente.\n\nSe as quiser como condimento, salpique-as sobre salteados, saladas ou sopas. Conferem um toque fumado e subtil a legumes, peixe, carne \u2014 por exemplo, alm\u00f4ndegas de frango \u2014, dim sum, arroz ou noodles.\n\nPode ainda incorpor\u00e1-las em massas, polvilh\u00e1-las sobre p\u00e3o ou us\u00e1-las em sobremesas como o Tang Yuan ou o B\u00e1nh Cam \u2014 sugest\u00f5es perfeitas para celebrar o fim de ano!\n\nB\u00e1nh cam vietnamitas\n\nComo conservar as sementes de s\u00e9samo?\n\nGuarde as sementes num recipiente herm\u00e9tico, num local fresco e seco; assim mant\u00eam-se cerca de tr\u00eas meses. No frigor\u00edfico, duram mais tr\u00eas meses e, se as congelar, conservam-se at\u00e9 um ano. J\u00e1 o \u00f3leo de s\u00e9samo mant\u00e9m-se bom durante v\u00e1rios anos sem ran\u00e7ar.\n\nOnde se podem comprar sementes de s\u00e9samo?\n\nConsegue encontrar sementes de s\u00e9samo na maioria dos supermercados. Tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis, a granel ou embaladas, em mercearias especializadas. Sempre que poss\u00edvel, compre pequenas quantidades, j\u00e1 que o tempo de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 limitado.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93691"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94010,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93691\/revisions\/94010"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}