{"id":167359,"title":"Buns de creme sem gl\u00faten com pist\u00e1cio","modified":"2026-08-27T11:45:57+02:00","plain":"Tens p\u00e3ezinhos do dia anterior e n\u00e3o sabes o que lhes fazer? Aqui, passam por uma calda de baunilha, ganham um cora\u00e7\u00e3o de pist\u00e1cio, voltam alguns minutos ao forno e terminam com uma camada de natas batidas com baunilha.\n\n\n\nIsto est\u00e1 muito longe do brioche simplesmente aberto ao meio e recheado a frio. A primeira dentada \u00e9 h\u00famida, macia, ligeiramente densa no centro, com o pist\u00e1cio a aparecer logo a seguir. Esta receita junta-se \u00e0s minhas outras receitas de p\u00e3es e pastelaria vienense sem gl\u00faten.\n\n\n\nOutra del\u00edcia para o pequeno-almo\u00e7o: os mini-croissants de am\u00eandoa.\n\n\n\nO que s\u00e3o estes brioches com creme, sem gl\u00faten e sem lactose?\n\n\n\nS\u00e3o brioches sem gl\u00faten e sem lactose mergulhados brevemente numa calda de baunilha, recheados com pasta de pist\u00e1cio, levados de novo ao forno e terminados com natas batidas com baunilha e pist\u00e1cios picados. O m\u00e9todo afasta-se dos brioches com creme mais cl\u00e1ssicos, muitas vezes abertos ao meio e recheados com chantilly e, por vezes, fruta, no esp\u00edrito de um maritozzo.\n\n\n\nAqui, tudo assenta em p\u00e3es do dia anterior. A passagem pela calda e a segunda ida ao forno devolvem-lhes humidade e uma sensa\u00e7\u00e3o de frescura. Pesa os ingredientes no sistema m\u00e9trico para manter a precis\u00e3o.\n\n\n\nComo nasceu a receita\n\n\n\nO chef Rommel Reyes explica que partiu de cinco p\u00e3ezinhos que tinham sobrado do dia anterior, depois de uma fornada feita para um brunch. Tinha preparado o dobro da quantidade, demasiado para oito pessoas, e guardou-os para o dia seguinte.\n\n\n\nEsta receita assenta, portanto, de forma assumida no aproveitamento. Em vez de esperar por p\u00e3es acabados de sair do forno, Rommel pega nas sobras e transforma-as em sobremesa, com um m\u00e9todo pensado precisamente para isso.\n\n\n\nOs ingredientes principais\n\n\n\nOs p\u00e3ezinhos formam a base. P\u00e3es sem gl\u00faten aromatizados com laranja funcionam muito bem, mas podes usar a tua receita habitual de p\u00e3ezinhos sem gl\u00faten. Tamb\u00e9m podes recorrer a p\u00e3es de compra, desde que sejam realmente sem gl\u00faten e sem lactose, caso tenhas de respeitar as duas restri\u00e7\u00f5es.\n\n\n\nO pist\u00e1cio \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da receita. Podes usar uma pasta de pist\u00e1cio caseira feita com pist\u00e1cios torrados, ou uma manteiga de pist\u00e1cio de compra. Ambas resultam, e uma pasta certificada sem gl\u00faten e sem lactose evita surpresas desagrad\u00e1veis.\n\n\n\nA baunilha entra em dois momentos: na calda e no creme. Para a calda, podes ferver a \u00e1gua, o a\u00e7\u00facar e uma vagem de baunilha raspada, reutilizando depois a pr\u00f3pria vagem, ou substituir por extrato de baunilha, conforme o que tiveres \u00e0 m\u00e3o. As natas batidas tamb\u00e9m podem ser aromatizadas com baunilha verdadeira, sem acrescentar a\u00e7\u00facar.\n\n\n\nNo que toca ao creme, presta aten\u00e7\u00e3o ao produto escolhido. Muitas natas para bater sem lactose ou de origem vegetal j\u00e1 v\u00eam ado\u00e7adas, por isso, \u00e0s vezes, \u00e9 melhor n\u00e3o acrescentar nada al\u00e9m da baunilha. Se as tuas natas j\u00e1 forem doces, deixa-as assim. Se n\u00e3o forem, opta por uma vers\u00e3o sem a\u00e7\u00facar adicionado, simplesmente perfumada com baunilha.\n\n\n\nA calda pode manter-se simples, mas tamb\u00e9m a podes aromatizar com \u00e1gua de rosas, \u00e1gua de flor de laranjeira, Cointreau ou Disaronno. O acabamento faz-se com pist\u00e1cios picados, acrescentados no \u00faltimo momento para manterem a textura.\n\n\n\nSe te apetece um p\u00e3o para fatiar, experimenta o p\u00e3o sem gl\u00faten sem amassar.\n\n\n\nPontos t\u00e9cnicos e erros a evitar\n\n\n\nA l\u00f3gica da receita resume-se a alguns gestos precisos. N\u00e3o se trata de rechear um p\u00e3o fresco, mas de devolver estrutura e humidade a um p\u00e3o j\u00e1 cozido e finaliz\u00e1-lo depois como uma pastelaria feita na hora.\n\n\n\nPreparar a calda e o forno\n\n\n\nLeva ao lume a \u00e1gua, o a\u00e7\u00facar e a baunilha at\u00e9 levantar fervura. Retira do lume e deixa repousar. Se usares uma vagem, deixa-a na calda depois de a raspares. Se n\u00e3o tiveres, o extrato de baunilha tamb\u00e9m serve.\n\n\n\nPr\u00e9-aquece o forno a 180 \u00b0C antes de tratares dos p\u00e3es. A passagem pelo forno \u00e9 curta, por isso a temperatura tem de estar pronta.\n\n\n\nAbrir, mergulhar e rechear\n\n\n\nAbre um orif\u00edcio no centro de cada p\u00e3o com uma faca pequena. Conta com cerca de 2,5 cm de largura e 2,5 cm de profundidade, sem perfurar o fundo. Se cortares at\u00e9 ao fim, a calda e o recheio escapam-se.\n\n\n\nMergulha cada p\u00e3o durante 5 segundos na calda de baunilha, n\u00e3o mais, e coloca-o depois sobre uma grelha para escorrer o excesso. Este passo \u00e9 fundamental, porque \u00e9 ele que devolve humidade ao p\u00e3o antes da cozedura.\n\n\n\nDepois de escorrido, recheia-o com pasta de pist\u00e1cio. Tanto a pasta como a manteiga de pist\u00e1cio funcionam bem.\n\n\n\nCozedura, arrefecimento e acabamento\n\n\n\nLeva os p\u00e3es recheados ao forno durante 12 a 15 minutos. Quando sa\u00edrem do forno, coloca-os de novo sobre uma grelha e deixa-os arrefecer completamente antes de acrescentares o creme. Se aplicares o creme demasiado cedo com o saco de pasteleiro, ele derrete e escorre.\n\n\n\nBate as natas com a baunilha at\u00e9 obteres picos firmes. \u00c9 este o ponto a vigiar: as natas t\u00eam de ficar bem firmes. Para as aplicar com o saco de pasteleiro, usa um bico estrelado e faz uma espiral sobre cada p\u00e3o.\n\n\n\nTermina com os pist\u00e1cios picados mesmo antes de servir. Assim, mant\u00eam o crocante e ficam bem vis\u00edveis sobre o creme.\n\n\n\nPara um verdadeiro bolo para o lanche, experimenta o bolo de morango sem gl\u00faten.\n\n\n\nSe cozinhas sem gl\u00faten no dia a dia, aqui encontras tudo o que precisas.\n\n\n\nReceita desenvolvida pelo chef Rommel Reyes. Descobre o trabalho dele no Instagram, a sua newsletter no Substack e o seu canal no YouTube.\n\n\n\n\n\n\tBuns de creme e pist\u00e1cio sem gl\u00faten\n\t\t\n\t\t\t\n\t\n\t\t\t\n\t\n\t\t5 brioches sem gl\u00faten e sem lactose ou brioches sem gl\u00faten de laranja120 g de pasta de pist\u00e1cio200 g de natas para bater1 vagem de baunilha (ou 10 g de extrato de baunilha)500 ml de \u00e1gua30 g de a\u00e7\u00facar20 g de extrato de baunilha (ou usa a vagem de baunilha raspada)25 g de pist\u00e1cios picados\t\n\t\n\t\tCalda de baunilhaFerve o a\u00e7\u00facar, a vagem de baunilha raspada e a \u00e1gua num tacho.Retira do lume.Reserva.Para intensificar os aromas, adiciona \u00e1gua de rosas, \u00e1gua de flor de laranjeira ou um licor, como Cointreau ou Disaronno.Recheio e cozedura das briochesPr\u00e9-aquece o forno a 180 \u00b0C.Abre um buraco no centro de cada brioche com uma faca de aparar (2,5 cm de largura e de profundidade), sem a perfurar at\u00e9 ao fundo.Mergulha as brioches na calda de baunilha durante 5 segundos, para as embeber bem.Disp\u00f5e as brioches embebidas sobre uma grelha para escorrer o excesso de calda.Recheia cada brioche com pasta de pist\u00e1cio.Leva ao forno durante 12 a 15 minutos.Retira-as do forno.Deixa-as arrefecer completamente sobre uma grelha.Natas batidas e acabamentoBate as natas com a baunilha at\u00e9 obter picos firmes.Com um saco de pasteleiro e um bico canelado, cobre as brioches com as natas batidas em espiral.Polvilha com pist\u00e1cios picados antes de servir.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167359\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/164569"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}