{"id":146915,"title":"O kuzu: o que \u00e9 e como usar este espessante japon\u00eas na cozinha","modified":"2026-06-24T20:06:41+02:00","plain":"O kuzu, este espessante de origem vegetal, \u00e9 mais do que conhecido no Jap\u00e3o! \u00c9, ali\u00e1s, muito apreciado pelas suas propriedades gelificantes e suavizantes, que se atribuem a molhos tradicionais como o molho yakitori, \u00e0s sopas e \u00e0s sobremesas. \n\n\n\nO kuzu, o que \u00e9?&nbsp;\n\n\n\n\u200b\u200bO kuzu, ou kudzu, prov\u00e9m da planta trepadeira origin\u00e1ria da \u00c1sia Pueraria Montana. Conhecida pelas suas qualidades culin\u00e1rias, s\u00e3o-lhe reconhecidas in\u00fameras virtudes nutricionais. \n\n\n\nUtiliza-se sobretudo como espessante na prepara\u00e7\u00e3o de molhos e sopas. Embora seja muito usado na cozinha tradicional, tamb\u00e9m desperta interesse enquanto rem\u00e9dio medicinal natural para combater depend\u00eancias.&nbsp;\n\n\n\nA maior raiz de kuzu do mundo\n\n\n\nOrigem do kuzu\n\n\n\nSendo o kuzu uma planta trepadeira, \u00e9 tamb\u00e9m conhecido pelo nome de \"videira japonesa\". Ali\u00e1s, \"kuzu\" significa \"videira\". \n\n\n\nDurante mil\u00e9nios, as folhas de kuzu na \u00c1sia serviram para preparar rem\u00e9dios tradicionais, nomeadamente para combater os efeitos nocivos do \u00e1lcool ou para prevenir a ressaca. \n\n\n\nA raiz de kuzu \u00e9 mesmo considerada uma das 50 ervas medicinais fundamentais na medicina tradicional chinesa. Como \u00e9 evidente, \u00e9 tamb\u00e9m e sobretudo apreciada pelas suas virtudes nutricionais.&nbsp;\n\n\n\nEncontra-se principalmente na \u00cdndia, na China, na Coreia e no Jap\u00e3o em estado selvagem, \u00e0 orla das florestas ou nas bermas das estradas. \n\n\n\n\u00c9 uma planta invasora que cresce muito depressa, tal como a hera, podendo facilmente atingir at\u00e9 30 metros de altura. Desenvolve-se essencialmente nas regi\u00f5es quentes de clima semitropical. Portanto, n\u00e3o s\u00f3 na \u00c1sia. O kuzu foi mesmo introduzido na Europa durante a segunda metade do s\u00e9culo XIX.&nbsp;\n\n\n\nQual \u00e9 o sabor do kuzu?&nbsp;\n\n\n\nO kuzu, em si, n\u00e3o tem um sabor particular. \u00c9 frequentemente utilizado como agente espessante nas receitas, sendo o seu papel principal conferir uma textura suave aos pratos e engrossar os molhos, mais do que enriquecer os seus sabores. Em suma: funciona como a Maizena ou a araruta. \n\n\n\nO segredo da cremosidade do aut\u00eantico molho yakitori? o kuzu!\n\n\n\nQuando \u00e9 utilizado corretamente, o kuzu n\u00e3o altera os sabores. Caso contr\u00e1rio, deixar\u00e1 o seu prato amargo. Tenha, por isso, o cuidado de o utilizar com modera\u00e7\u00e3o!&nbsp;\n\n\n\nComo usar o kuzu na cozinha?&nbsp;\n\n\n\nO kuzu \u00e9 uma alternativa natural ideal para ligar caldos, molhos e sobremesas. Tenha o cuidado de dissolver sempre o kuzu num pouco de \u00e1gua fria antes de o juntar \u00e0 sua prepara\u00e7\u00e3o quente. \n\n\n\nPara ter uma ideia, utiliza-se cerca de 1 a 2 colheres de ch\u00e1 de kuzu para 120 ml de \u00e1gua. Mexa at\u00e9 a sua prepara\u00e7\u00e3o ficar suave e homog\u00e9nea e poder\u00e1 depois junt\u00e1-la \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o que pretende engrossar. \n\n\n\nMantenha bem a mistura ao lume; o agente espessante s\u00f3 se ativa com o calor. Com este ingrediente, poder\u00e1, por exemplo, fazer o molho yakitori; o indispens\u00e1vel das espetadas de frango!&nbsp;\n\n\n\nSe quiser brincar com as texturas, como na cozinha japonesa, polvilhe um pouco sobre o tofu ou os legumes antes de os fritar. Isso vai dar-lhes um efeito estaladi\u00e7o muito especial, que faz lembrar a f\u00e9cula de batata.&nbsp;\n\n\n\nComo substituir o kuzu?&nbsp;\n\n\n\nSe n\u00e3o conseguir encontrar kuzu, existem algumas alternativas perfeitamente acess\u00edveis e que todos conhecemos. A Maizena \u00e9, por exemplo, a alternativa mais comum ao kuzu. Pode utiliz\u00e1-la da mesma forma, e o resultado ser\u00e1 igualmente convincente.\n\n\n\nOutra alternativa \u00e9 a farinha de trigo, que est\u00e1 na mesma linha da Maizena. O \u00fanico sen\u00e3o: a textura pode acabar ligeiramente mais granulosa do que o habitual. A f\u00e9cula de batata ou de milho tamb\u00e9m funcionam. Tenha o cuidado de n\u00e3o exagerar, para n\u00e3o dar um sabor a farinha \u00e0s suas prepara\u00e7\u00f5es. \n\n\n\nA araruta tamb\u00e9m pode ser um bom substituto. \u00c9 um ingrediente natural quase id\u00eantico ao kuzu, que tem igualmente um efeito espessante e que pode ser utilizado exatamente como o kuzu.\n\n\n\nQuais s\u00e3o os benef\u00edcios do kuzu?&nbsp;\n\n\n\nNa \u00c1sia, fala-se frequentemente do kuzu como tendo in\u00fameros benef\u00edcios para a sa\u00fade. Aliviaria as perturba\u00e7\u00f5es digestivas, regularia a glicemia e teria propriedades antioxidantes. \n\n\n\nV\u00e1rios estudos demonstram igualmente que o kuzu tem efeitos interessantes face \u00e0s depend\u00eancias, como o \u00e1lcool ou o tabaco, por exemplo. \n\n\n\nTem um efeito calmante e alivia as dores de cabe\u00e7a e as enxaquecas. Contudo, n\u00e3o \u00e9 recomendado o seu consumo a crian\u00e7as pequenas, a mulheres gr\u00e1vidas ou a amamentar, bem como a qualquer pessoa suscet\u00edvel de desenvolver cancro da mama.&nbsp;\n\n\n\nOnde encontrar kuzu?&nbsp;\n\n\n\nAs grandes superf\u00edcies, na sua maioria, n\u00e3o comercializam kuzu, por isso recomendo-lhe que se dirija a mercearias asi\u00e1ticas ou, muito simplesmente, \u00e0 internet, em sites de venda especializados. Tamb\u00e9m pode comprar Kuzu na amazon\n\n\n\nComo conservar o kuzu?&nbsp;\n\n\n\nConservar o kuzu \u00e9 muito simples: depois de o comprar, transfira-o para um recipiente herm\u00e9tico, ao abrigo do calor e da humidade. Poder\u00e1 assim conserv\u00e1-lo durante v\u00e1rios meses.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146915\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}