{"id":131953,"title":"Lap de frango do Canard du M\u00e9kong","modified":"2026-06-13T10:21:05+02:00","plain":"Esta receita foi integralmente retirada do blogue entretanto encerrado \u00ab\u00a0Le Canard du M\u00e9kong\u00a0\u00bb, que deixou de renovar o seu nome de dom\u00ednio. Tentei contactar o Phil, sem sucesso&#8230; Depois de procurar um pouco, consegui recuperar a receita e as fotografias que publico aqui para mem\u00f3ria futura, na sequ\u00eancia do lamento de um dos membros do grupo oficial pelo seu desaparecimento. Tamb\u00e9m pode encontrar algumas das suas receitas no seu canal de YouTube, embora esteja inativo h\u00e1 muito tempo. Mantive o texto original, ao qual acrescentei o habitual par\u00e1grafo com explica\u00e7\u00f5es sobre os diferentes ingredientes; simplifiquei tamb\u00e9m o texto da receita para a tornar mais \u00ab\u00a0compacta\u00a0\u00bb. O texto que se segue \u00e9, portanto, quase na \u00edntegra, o que se encontrava na altura no site do Canard du M\u00e9kong. Boa cozinha!\n\n\n\nUma salada fria de carne est\u00e1 sempre entre os pratos mais apreciados quando o term\u00f3metro decide subir em flecha. \u00c9 claro que, para quem ficou em Fran\u00e7a este ver\u00e3o, apetecia bem mais um pot-au-feu do que um&nbsp;lap&nbsp;(tamb\u00e9m escrito&nbsp;laap&#8230;&nbsp;larb&#8230; ou&nbsp;larp&#8230;!), este prato de carne, mais raramente de peixe, que se serve em festas (ou seja, muito frequentemente por l\u00e1 ;-)) com uma boa quantidade de legumes crus e o incontorn\u00e1vel arroz glutinoso, no norte da Tail\u00e2ndia, em algumas zonas do Camboja e, sobretudo, no Laos.\n\n\n\nA salada tailandesa de porco Moo Nam Tok tamb\u00e9m \u00e9 muito apreciada\n\n\n\nOs puristas, grupo do qual n\u00e3o fazemos parte, recordam que, para preparar este prato que facilmente poderia ser considerado o prato nacional laosiano, \u00e9 necess\u00e1rio um condimento muito particular que s\u00f3 se encontra por l\u00e1&#8230; o&nbsp;padaek, uma salmoura bastante espessa onde peixes de \u00e1gua doce fermentam durante longos meses, at\u00e9 um ano, em sal e farelo de arroz.\n\n\n\nAo atravessar a fronteira lao-tailandesa de Isan, a regi\u00e3o do nordeste do reino onde vive uma popula\u00e7\u00e3o de forte cultura lao&#8230; o&nbsp;padaek&nbsp;passa a chamar-se&nbsp;pla ra&nbsp;e, como curiosidade, durante v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es contra as autoridades, o povo de Banguecoque, muitas vezes origin\u00e1rio de Isan, atirava sacos cheios de&nbsp;pla ra&nbsp;para fazer recuar os pol\u00edcias que vinham reprimir a revolta&#8230;! Nascia assim o cocktail molotov comest\u00edvel&#8230;\n\n\n\nJ\u00e1 percebeu: \u00e9 preciso ter sangue asi\u00e1tico ou fortes afinidades com este continente para suportar estes aromas e apreciar estes sabores intensos e r\u00fasticos que por aqui adoramos&#8230;! Tamb\u00e9m se diz que, nos peda\u00e7os destes peixes de rio fermentados, podem subsistir parasitas persistentes e que existe um pequeno risco para a sa\u00fade associado&#8230;\n\n\n\nA verdade \u00e9 que nunca vi&nbsp;padaek&nbsp;tal como \u00e9 preparado artesanalmente&#8230; \u00e0 venda em Fran\u00e7a, e tenho tend\u00eancia a substituir os pratos que pedem&nbsp;padaek&nbsp;ou&nbsp;prahok, a outra salmoura especial de peixes de \u00e1gua doce, pr\u00f3pria do Camboja, por molhos que se encontram facilmente nas mercearias asi\u00e1ticas em Fran\u00e7a.\n\n\n\nDescubra a receita de carne de vaca Tigre que Chora\n\n\n\nTamb\u00e9m pode encontrar, como substitutos, o&nbsp;mam nem&nbsp;ou, numa vers\u00e3o mais espessa, o mam ca sac&nbsp;(as designa\u00e7\u00f5es vietnamitas nos frascos), condimentos que quase fariam o&nbsp;nuoc mam&nbsp;passar por \u00e1gua-de-col\u00f3nia&#8230; :-)) mas este \u00faltimo servir\u00e1 perfeitamente, claro, se n\u00e3o quiser enfrentar a trabalhosa ida \u00e0s compras&#8230;\n\n\n\nPorque, no fim de contas, sem margem para d\u00favidas&#8230; o que caracteriza a alma deste prato \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o inimit\u00e1vel das ervas arom\u00e1ticas, sobretudo a hortel\u00e3 bem fresca e, acima de tudo, o arroz glutinoso tostado e mo\u00eddo com que se polvilha o&nbsp;lap. Uma \u00faltima nota c\u00edtrica com um pouco de galanga ou de erva-pr\u00edncipe, que cresce muito facilmente aqui na C\u00f3rsega, em vaso&#8230; e tem uma refei\u00e7\u00e3o farta, saborosa e muito simples de preparar.\n\n\n\nOs principais ingredientes do lap de frango\n\n\n\nO molho de peixe: como explicado acima, substitui o padaek. Confere ao prato aquele delicioso lado umami e iodado\n\n\n\nO arroz glutinoso: a sua textura \u00e9 fant\u00e1stica para acompanhar o prato e, quando tostado e depois mo\u00eddo, acrescenta-lhe aquele \u00ab\u00a0toque especial\u00a0\u00bb\n\n\n\n\n\n\tLap de frango - Pato do Mekong\n\t\t\n\t\t\t\n\t\n\t\t\t\n\t\n\t\t2 coxas de frango2 chalotas laminadas finamente1 talo de erva-pr\u00edncipe3 malaguetas pequenas laminadas finamente3 colher de sopa arroz glutinoso cru3 colheres de sopa de caldo de frango0.5 colheres de sopa de molho de peixe4 colheres de sopa de sumo de lima1 colher de ch\u00e1 de salGuarni\u00e7\u00f5es e acompanhamentos2.5 colheres de sopa de molho de peixe1\/3 de pepinoalgumas folhas de alface80 g feij\u00e3o-mungoalgumas folhas de hortel\u00e3250 g de arroz glutinoso cru\t\n\t\n\t\tLave bem os 250 g de arroz glutinoso, cubra com \u00e1gua e deixe repousar durante 4 horas.Coza o arroz glutinoso a vapor durante 20-25 minutos, virando-o uma vez a meio da cozedura.Desosse e pique o frango. Cubra a pele e os ossos com \u00e1gua e coza-os durante 1 hora, em lume m\u00e9dio, para preparar o caldo. Coe e reserve 4 colheres de sopa. Congele o restante.Torre o arroz glutinoso cru num wok e moa-o finamente. Pique finamente a erva-pr\u00edncipe, as malaguetas, as ervas arom\u00e1ticas e as chalotas.Salteie o frango picado durante 5-7 minutos com o molho de peixe e o caldo. Adicione as chalotas.Numa tigela grande, misture as ervas arom\u00e1ticas, a erva-pr\u00edncipe, as malaguetas, o restante molho de peixe, o sumo de lima e o arroz glutinoso tostado. Sirva com pepino, alface e feij\u00e3o-mungo. Acompanhe com o arroz glutinoso cozido.\t\n\t\n\t\t\t\n\t\n\t\tPlat principalindon\u00e9sienne","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131953\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10980"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}