{"id":101601,"title":"Aut\u00eanticos Mitarashi Dango Japoneses","modified":"2025-10-23T13:07:57+02:00","plain":"Mitarashi dango, um doce japon\u00eas irresist\u00edvel\n\n\n\n\u00c9 o snack preferido dos japoneses quando chegam os primeiros raios de sol, e n\u00e3o \u00e9 por acaso: estas bolinhas de arroz cobertas com molho de soja doce surpreendem pela textura macia e pelos sabores. \u00c9 uma \u00f3tima forma de dar as boas-vindas \u00e0 primavera, come\u00e7ando pelo prato!\n\n\n\nO que s\u00e3o mitarashi dango?\n\n\n\nPara quem j\u00e1 teve oportunidade de ver ou, melhor ainda, provar, \u00e9 \u00f3bvio: os mitarashi dango (\u307f\u305f\u3089\u3057\u56e3\u5b50), quando bem feitos, valem mesmo a pena experimentar. Principalmente agora, quando come\u00e7amos a sentir o calor a chegar. Juntam-se facilmente aos dorayaki, ao mango sticky rice e aos hotteoks na lista das sobremesas asi\u00e1ticas mais apreciadas e conhecidas do mundo.\n\n\n\nNo universo dos dumplings, os mitarashi dango comem-se sem cerim\u00f3nias e de forma descontra\u00edda. Na cozinha tradicional japonesa, s\u00e3o pequenas bolinhas de arroz doce, espetadas num pau de bambu e cobertas com uma calda doce de molho de soja. Normalmente, cada espeto leva entre tr\u00eas a cinco bolinhas, sendo mais comum encontrar cinco.\n\n\n\nA massa \u00e9 feita com os mesmos ingredientes dos mochis\n\n\n\n\u00c0 primeira vista, o molho de soja pode assustar um pouco, mas prometo que n\u00e3o destoa nada. Cada dentada \u00e9 macia, derrete na boca e n\u00e3o \u00e9 demasiado doce. Al\u00e9m disso, os dango s\u00e3o bastante f\u00e1ceis de preparar em casa.\n\n\n\nDe onde v\u00eam os mitarashi dango?\n\n\n\nSabe-se que o dango \u00e9 muito apreciado no Jap\u00e3o h\u00e1 centenas de anos. Fala-se dele pela primeira vez num poema da \u00e9poca Heian (794-1185). Durante o per\u00edodo Jomon, era feito com nozes mo\u00eddas misturadas com arroz fervido. S\u00e9culos depois, come\u00e7aram a ser servidos em espetos. Eram consumidos frequentemente em celebra\u00e7\u00f5es especiais.\n\n\n\nO nome \u201cmitarashi dango\u201d ter\u00e1 origem no festival Mitarashi matsuri, do santu\u00e1rio Shimogamo em Quioto.\n\n\n\nUma nota curiosa: \u201cMitarashi\u201d refere-se ao pequeno lago ou fonte usada para as ablu\u00e7\u00f5es rituais de purifica\u00e7\u00e3o, situadas \u00e0 entrada de alguns templos da \u00e9poca. Os fi\u00e9is preparavam \u201cdango\u201d como oferenda aos deuses do templo.\n\n\n\nSe estiver mesmo muito calor, opte antes por mochis gelados\n\n\n\nAparentemente, o dango era feito apenas com farinha de arroz e \u00e1gua. Faziam-se cerca de dez espetos de bambu, cada um com cinco dango, dispostos em leque.\n\n\n\nE porque \u00e9 que s\u00e3o cinco dango? N\u00e3o se sabe ao certo. Uns dizem que faz refer\u00eancia a uma visita do imperador Go-Daigo ao santu\u00e1rio, durante a era Kamakura, quando ter\u00e1 visto quatro bolhas formarem-se \u00e0 superf\u00edcie do lago Mitarashi de onde tirava \u00e1gua. Outros defendem que, como eram vendidos como especialidade local, os dango representariam o corpo humano.\n\n\n\nA primeira bolinha, mais grossa, simbolizaria a cabe\u00e7a, e as restantes, os bra\u00e7os e as pernas. O que \u00e9 certo \u00e9 que vendedores ambulantes de Quioto come\u00e7aram a vender este doce como snack, o que ajudou a popularizar os dango.\n\n\n\nHoje em dia, acompanham frequentemente eventos culturais no Jap\u00e3o. Felizmente, atualmente os mitarashi dango evolu\u00edram. Alguns s\u00e3o cobertos com a\u00e7\u00facar ou molho de soja e t\u00eam sabores diferentes, como ch\u00e1 verde ou sakura.\n\n\n\nPrincipais ingredientes dos mitarashi dango\n\n\n\n\n\n\n\nJoshinko: \u00c9 uma farinha simples feita de arroz japon\u00eas de gr\u00e3o curto, muito usada em pastelaria.\n\n\n\nShiratamako: Tamb\u00e9m \u00e9 uma farinha, mas feita de arroz glutinoso, usada por exemplo para fazer mochis. Aten\u00e7\u00e3o, estas duas farinhas n\u00e3o t\u00eam o mesmo uso nem d\u00e3o o mesmo resultado.\n\n\n\nMolho de soja claro: \u00c9 menos espesso do que o escuro e tem menos sal. O molho de soja claro \u00e9 considerado mais adequado para cobrir os mitarashi dango, pois tem um sabor mais suave e adocicado.\n\n\n\nMirin: Tal como o molho de soja claro, o mirin \u00e9 doce e rico em umami.\n\n\n\nDicas para mitarashi dango perfeitos\n\n\n\nOs dorayaki s\u00e3o outra sobremesa japonesa muito popular\n\n\n\nComo j\u00e1 percebeu, nesta receita usam-se farinhas muito espec\u00edficas. Como nem todas as farinhas s\u00e3o iguais, recomendo que adicione a \u00e1gua aos poucos \u00e0 farinha, para obter uma massa firme mas n\u00e3o quebradi\u00e7a ao amassar.\n\n\n\nPode at\u00e9 nem precisar de usar toda a \u00e1gua indicada. Se a massa ficar demasiado mole, as bolinhas n\u00e3o v\u00e3o aguentar bem a cozedura.\n\n\n\nTamb\u00e9m aconselho a servir logo no final da receita. \u00c9 mesmo melhor servir os mitarashi dango imediatamente, enquanto as bolinhas ainda est\u00e3o macias e a cobertura de soja est\u00e1 quente.\n\n\n\nSe esperar demasiado, os dango v\u00e3o endurecer e j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o agrad\u00e1veis de comer.\n\n\n\n\n\n\tMitarashi Dango Japoneses Aut\u00eanticos\n\t\t\n\t\t\t\n\t\n\t\t\t\n\t\n\t\tPara as bolinhas100 g joshinko (farinha de arroz japonesa)100 g shiratamako (farinha de arroz glutinoso)150 ml \u00e1gua a ferverPara a cobertura doce de soja4 colheres de sopa a\u00e7\u00facar2 colheres de sopa mirin2 colheres de sopa molho de soja claro150 ml \u00e1gua2 colheres de sopa f\u00e9cula de batata\t\n\t\n\t\tDemolhe os espetos de bambu em \u00e1gua.Numa ta\u00e7a, misture o joshinko e o shiratamako.Adicione, aos poucos, a \u00e1gua a ferver.Quando a farinha come\u00e7ar a aglomerar-se e a formar grumos, pare de adicionar \u00e1gua e amasse at\u00e9 obter uma massa lisa.Molde a massa numa bola e divida-a em por\u00e7\u00f5es iguais (de acordo com o n\u00famero de bolinhas pretendido).Molde cada por\u00e7\u00e3o numa bola lisa.Prepare uma ta\u00e7a com \u00e1gua e gelo.Coza as bolinhas numa panela grande com \u00e1gua a ferver; junte-as delicadamente e mexa, de vez em quando, com pauzinhos, para que se mantenham redondas.Quando estiverem cozidas, ir\u00e3o flutuar \u00e0 superf\u00edcie. Nessa altura, coza mais dois minutos e depois transfira-as para a \u00e1gua com gelo.Depois de arrefecerem, escorra as bolinhas e transfira-as para um tabuleiro humedecido (assim evita que colem).Espete tr\u00eas bolinhas em cada espeto.Para a coberturaNuma panela fria, junte o a\u00e7\u00facar, o mirin, o molho de soja, a \u00e1gua e a f\u00e9cula.Misture at\u00e9 obter um preparado homog\u00e9neo.Aque\u00e7a, mexendo continuamente, at\u00e9 engrossar; depois retire do lume.Para servirRegue as bolinhas com a cobertura e sirva de imediato.\t\n\t\n\t\tRecomendo servir de imediato, no final da receita. \u00c9 prefer\u00edvel saborear os mitarashi dango rapidamente, quando as bolinhas est\u00e3o macias e a cobertura de soja ainda est\u00e1 quente.\nSe esperar demasiado tempo, os dango tendem a endurecer e tornam-se um pouco menos agrad\u00e1veis de comer.\n\t\n\t\n\t\tDessertJaponaise\t\n\n\n\n\n\nFontes culin\u00e1rias\n\n\n\nReceita retirada integralmente do blog angl\u00f3fono \"Just One Cookbook\". Desta vez, praticamente n\u00e3o foi preciso ajustar nada, ficou deliciosa \u00e0 primeira tentativa. Experimentei engrossar a calda com kuzu (numa vers\u00e3o mesmo tradicional, j\u00e1 que a batata n\u00e3o \u00e9 origin\u00e1ria do Jap\u00e3o), mas a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9cula de batata foi m\u00ednima. Se tiver, use, mas n\u00e3o vale a pena comprar s\u00f3 para isto.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=101601"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101601\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":101982,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101601\/revisions\/101982"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=101601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=101601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=101601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}