{"id":83919,"title":"Nori: o que \u00e9?","modified":"2025-10-01T09:23:30+02:00","plain":"Se voc\u00ea \u00e9 apaixonado por sushis, makis ou onigiris, com certeza j\u00e1 conhece o nori... Ele \u00e9 aquela folha comest\u00edvel escura que mant\u00e9m todos os ingredientes unidos e ainda traz um irresist\u00edvel sabor do mar ao seu prato. Um verdadeiro essencial no Jap\u00e3o!&nbsp;\n\n\n\nO que \u00e9 nori?&nbsp;\n\n\n\nO nori \u00e9 um tipo de alga muito apreciado no Jap\u00e3o. Na natureza, ela pode ser encontrada em tons vermelhos, rosados, marrons ou verde-escuros. O nori industrializado \u00e9 produzido a partir de uma alga avermelhada do g\u00eanero pyropia, que cresce em rochas de \u00e1guas rasas nas costas japonesas. Fique atento para n\u00e3o confundir com a aonori\n\n\n\nA receita de jumeokbap leva nori triturado\n\n\n\nPor l\u00e1, seu cultivo j\u00e1 \u00e9 realizado h\u00e1 s\u00e9culos. Ap\u00f3s a colheita, as algas s\u00e3o secas at\u00e9 virarem folhas de nori. \u00c9 o processo de secagem que transforma a cor, deixando-as verdes ou pretas em vez de vermelhas. Depois, as folhas s\u00e3o prensadas e cortadas, prontas para uso em sushis e outros pratos t\u00edpicos. Diferente do Kombu, o nori \u00e9 servido direto \u00e0 mesa, n\u00e3o apenas utilizado para aromatizar caldos como o dashi\n\n\n\nA alga utilizada no nori possui uma tonalidade avermelhada\n\n\n\nDe onde vem o nori?\n\n\n\nA produ\u00e7\u00e3o de nori no Jap\u00e3o come\u00e7ou h\u00e1 centenas de anos. Apesar disso, n\u00e3o h\u00e1 registros precisos de quando os japoneses passaram a consumir essa alga.&nbsp;\n\n\n\nAlgumas fontes indicam que o nori j\u00e1 era conhecido desde 702 d.C. Naquela \u00e9poca, era um alimento exclusivo da nobreza e costumava ser consumido ainda \u00famido. S\u00f3 mais tarde, durante o per\u00edodo Edo (1603), \u00e9 que o nori ganhou a forma e textura que conhecemos hoje.&nbsp;\n\n\n\nFoi tamb\u00e9m nessa \u00e9poca que seu consumo se popularizou, primeiro entre os japoneses e, aos poucos, em todo o mundo.&nbsp;\n\n\n\nQuais s\u00e3o os benef\u00edcios do nori?&nbsp;\n\n\n\nAl\u00e9m de ser delicioso, o nori \u00e9 um superalimento repleto de benef\u00edcios. Rico em micronutrientes e vitaminas \u2014 como a vitamina C \u2014 ele d\u00e1 aquele refor\u00e7o extra para o nosso organismo.&nbsp;\n\n\n\nPara ter uma ideia: cinco folhas de nori do tamanho padr\u00e3o oferecem 1,3 vezes mais vitamina C que uma tangerina. \u00c9 uma alga com elevado teor de prote\u00ednas e cerca de 30% de sua composi\u00e7\u00e3o s\u00e3o fibras, semelhante \u00e0 banana ou ao tomate.&nbsp;\n\n\n\nAssim como a maioria das algas, o nori tamb\u00e9m \u00e9 rico em fitonutrientes, que auxiliam no combate \u00e0 arteriosclerose, hipertens\u00e3o, pris\u00e3o de ventre, tumores e at\u00e9 obesidade.&nbsp;\n\n\n\nQual \u00e9 o sabor do nori?&nbsp;\n\n\n\nO nori apresenta um umami delicado, capaz de valorizar ingredientes de sabor mais neutro, como arroz ou peixe, que combinam muito bem com essa alga.&nbsp;\n\n\n\nEntre os acompanhamentos cl\u00e1ssicos do taiwan mazesoba est\u00e3o as tiras de nori\n\n\n\nO que muita gente percebe como gosto de iodo ou peixe, na verdade, \u00e9 o sabor umami do nori. Ele \u00e9 salgado, \u201cmarinho\u201d, com notas que lembram cogumelos. Quando tostada, como \u00e9 habitual na culin\u00e1ria coreana, o sabor do nori fica ainda mais marcante.&nbsp;\n\n\n\nComo usar nori na cozinha?&nbsp;\n\n\n\nExistem tantas formas de usar o nori quanto variedades dispon\u00edveis. Confira alguns tipos que voc\u00ea pode encontrar e suas principais aplica\u00e7\u00f5es:\n\n\n\nNori em folhas\n\n\n\nEssa \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o mais comum. As folhas de nori t\u00eam textura crocante, trazendo mais sabor e croc\u00e2ncia a sushis e outros pratos enrolados.&nbsp;\n\n\n\nTamb\u00e9m \u00e9 utilizada para preparar onigiris, nigiris, bibimbap ou bolinhos de arroz com alga. Basta cortar o nori em peda\u00e7os pequenos, triturar no processador e misturar ao arroz, molho shoyu e \u00f3leo de gergelim. Sirva tamb\u00e9m para temperar tamagoyaki, a famosa omelete japonesa enrolada.\n\n\n\n\n\n\n\nNori em tiras finas\n\n\n\nEssa vers\u00e3o \u00e9 chamada de \u201ckizami nori\u201d. S\u00e3o tiras bem finas de nori, \u00f3timas para salpicar sobre saladas, ramens, omeletes, massas ou macarr\u00e3o frio como o zaru soba, servindo como cobertura ou elemento decorativo. Voc\u00ea pode, inclusive, usar para compor sua pr\u00f3pria mistura de furikake caseiro.&nbsp;\n\n\n\nKizami nori em uma tigela japonesa\n\n\n\nPasta de nori\n\n\n\nTalvez essa seja a vers\u00e3o menos conhecida. A pasta de nori, ou \u201cnori tsukudani\u201d, nada mais \u00e9 do que nori cozido e temperado com shoyu, mirin e dashi, at\u00e9 virar uma pasta escura e saborosa. \u00c9 muito usada como condimento, principalmente para acompanhar arroz branco. Tamb\u00e9m pode ser servida diretamente, como cobertura, pat\u00ea ou at\u00e9 para beliscar.&nbsp;\n\n\n\nNori tsukudani ou pasta de nori sobre arroz\n\n\n\nO nori tamb\u00e9m pode ser usado em ensopados e pratos salteados, como yakisoba ou yaki udon. \n\n\n\nDependendo da receita, deixe o nori de molho em \u00e1gua fria por cerca de vinte minutos e escorra antes de cozinhar. Assim, ele amolece e n\u00e3o gruda na panela durante o preparo.&nbsp;\n\n\n\nMinha receita de yakisoba\n\n\n\nOnde encontrar nori?&nbsp;\n\n\n\nHoje em dia, o nori \u00e9 facilmente encontrado. Voc\u00ea pode comprar em supermercados, lojas de produtos orientais ou, se preferir, em lojas online.&nbsp;\n\n\n\nComo armazenar o nori?&nbsp;\n\n\n\nDepois de aberto, o nori deve ser guardado na geladeira, em um pote bem fechado e longe de luz e umidade, tanto o nori seco quanto o fresco.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83919"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88577,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83919\/revisions\/88577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67627"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcwiner.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}